Casa Laranja, um trio de stoner rock de Florianópolis

A Casa Laranja é um trio de stoner rock de Florianópolis, com referências em Jimi Hendrix, Black Sabbath e Fu Manchu, e com stoner, hardcore, punk e blues misturados. O riff pesa mais que o refrão, e a banda vive da interação entre os três numa sala.
Tudo começou em 2020, com amigos que se conheceram num campeonato de skate e uma cidade quase parada pela pandemia. As horas vazias se encheram de jam sessions.
Músicas que nascem numa sala
As primeiras músicas saíram dessas jams. Ninguém chegava com a música pronta. Alguém achava um riff, os outros dois respondiam, e a música ia ganhando forma a partir do que acontecia entre eles. Esse ainda é o centro do jeito de trabalhar da banda.
Mais trabalhadas, nunca mais domadas
Com o tempo, as músicas foram ficando mais trabalhadas. O lançamento homônimo saiu em 2022, com “Medusa” e “Quimera” em abril e o single “Fullhouse” em agosto. No mesmo ano, “Coragem” colocou a banda na coletânea MAU (Música e Arte Urgente), ao lado de Cosmic Void, Dirty Grills, Mudness, Oyster e PachorrA, um elenco que situou a Casa Laranja numa cena underground mais ampla.
Tempestade Sinistra na Ilha, o primeiro álbum completo, saiu em agosto de 2023: oito faixas, gravadas ao vivo em um único dia. Músicas mais trabalhadas, mas registradas do jeito que são tocadas, para manter no registro a energia dos shows. Jardel saiu da banda depois desse disco para se dedicar à direção, e Pedro Guerra, que já era fã na cena local, assumiu o baixo.
As músicas ficaram mais trabalhadas. A energia da sala continuou.
De volta ao palco
Gravar um set ao vivo no estúdio é um jeito de perseguir essa energia. Gravar um show de verdade é outro. No Célula Showcase (Ao Vivo), lançado em setembro de 2025, escolheu o segundo caminho: oito faixas, cerca de trinta minutos, registradas num show real ligado à cena Bruxa Verde e Célula Showcase de Florianópolis. Ele fecha o ciclo que o primeiro álbum só apontava.

O capítulo mais recente vai além da música. “Groove Bruxo”, um curta musical que flerta com o imaginário de filme B de terror e a psicodelia do stoner, foi dirigido por Jardel, o mesmo baixista que saiu da banda para virar cineasta e hoje é diretor criativo da UMMONTE. Amigos da cena completaram o elenco. Um material complementar, com os bastidores das sessões de “Quimera” no Estúdio Pedra Sonora, com o produtor Rick, fecha o projeto.
A frase da própria Casa Laranja para tudo isso, usada como distintivo, tem duas palavras: barulho e loucura. Da primeira jam ao disco mais recente, a energia é a mesma.
Siga a banda em @casalaranjaband no Instagram.
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